Cresce área desmatada para plantio de soja

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou recentemente relatório anual, elaborado em parceria com a Agrosatélite, indicando o aumento de 22% no desmatamento em áreas do Bioma Amazônia, se comparado ao período anterior, trazendo preocupação àqueles que aderiram ao programa da Moratória da Soja.

A Moratória da Soja é uma iniciativa internacionalmente reconhecida, que tem por objetivo o desenvolvimento da região do Bioma Amazônia aliado à preservação ambiental. O monitoramento das atividades na região se dá pelo Grupo de Trabalho da Soja (GTS), composta pela própria Abiove, organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente. Sua adesão é totalmente voluntária, sendo que seus signatários se obrigam a não comprar soja de áreas desmatadas posteriormente ao ano de 2008.

De acordo com o relatório na safra 2019/2020 a soja foi cultivada em 107.674 hectares do Bioma Amazônia, desmatados após 2008, mostrando um crescimento de 22% em relação à safra passada. Do total da área em desconformidade com a moratória da soja, 78,6% situa-se no Estado do Mato Grosso, seguido pelos Estados do Pará (10,9%), Rondônia (6,3%) e Maranhão (2,7%). 

Dos dados do relatório destaca-se que a maior parte do desmatamento no Bioma Amazônico para produção de soja ocorreu em propriedades particulares com mais de 100 hectares ininterruptos, indicando que o desflorestamento se dá mais intensamente em grandes propriedades. Ainda, observa-se concentração dessas áreas desmatadas em poucos munícipios (23 de 102 municípios rastreados).

Os resultados do monitoramento ainda demonstram que a área em desacordo com a moratória da soja corresponde a apenas 2% do total de área em que o grão é cultivado. E também, importante salientar, que 95,9% do desmatamento ocorrido nos municípios que são objeto do estudo não foram feitos para plantio de soja, pelo menos não em um primeiro momento.

Desde o início da Moratória da Soja, observou-se uma diminuição do desmatamento para plantio da oleaginosa. O cenário atual, porém, gera preocupação já que o patamar de desflorestamento está próximo daquele alcançado em 2008, antes do início da iniciativa. Tal fato gera um sinal de alerta para as empresas que de alguma forma realizam operações que envolvam a commodity que devem debruçar seus esforços em não negociar com os produtores realizadores de práticas nocivas à preservação ambiental.

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