Matrículas que contém hipoteca geram algum impedimento para formalização da CPR?

Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter

A hipoteca é uma garantia real que incide sobre bens imóveis com a finalidade de garantir uma dívida contraída pelo devedor, ou seja, consiste em dar um imóvel em garantia para conseguir, por exemplo, um empréstimo com uma instituição financeira.

Nesse sentido, a hipoteca é um ônus que acompanha tão somente o imóvel oferecido como garantia.

Já, no que diz respeito ao penhor, é uma garantia real que recai sobre o bem móvel, vinculando uma “coisa” ao pagamento de dívida contraída pelo devedor como, por exemplo no caso da CPR, as colheitas futuras de commodities.

Nota-se então que, enquanto a hipoteca recaí somente sobre o imóvel, não atingindo os seus frutos, o penhor recaí somente sobre o bem móvel.

Conforme prevê o artigo 1.440, do Código Civil, é possível constituir penhor rural em imóvel, mesmo em casos que ele esteja hipotecado a terceiros, de forma que não prejudicará o direito de preferência do penhor e nem restringirá a extensão da hipoteca, ao ser executada.

VOCÊ TAMBÉM PODE SE INTERESSAR POR ESSAS PUBLICAÇÕES

Projetos sociais

Projetos sociais nas empresas: impactos e alternativas de regulamentação

Muitas empresas exercem ou querem exercer ações sociais de cunho filantrópico, utilizando dos seus próprios serviços e produtos para irem além dos aspectos econômicos, com projetos que beneficiam o meio ambiente, agricultores e trabalhadores rurais e que impactam diretamente comunidades e instituições que necessitam de amparo.
Contudo, apesar das práticas sociais estarem ligadas aos valores de determinadas empresas, a sua estruturação requer bastante cautela e apoio jurídico para que não haja impactos trabalhistas, empresariais e tributários que possam, muitas vezes, desacelerar ou até mesmo impossibilitar esse compromisso com a sociedade.

Leia mais
Marco Legal

Câmara aprova MP que cria marco legal da securitização

Foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 15 de junho de 2022, a medida provisória editada em março pelo governo federal que cria, atualiza e define regras para securitização dos direitos creditórios (conversão de créditos a receber em títulos a serem comercializados) e, também, cria a Letra de Risco de Seguro.

Leia mais